Índice de Novas Encomendas na Construção mantém tendência negativa


O índice de novas encomendas na construção diminuiu 22,5% no 4º trimestre de 2011, em termos homólogos (variação de -20,0% no trimestre anterior). Este agravamento foi determinado pelo segmento de Construção de Edifícios, que passou de uma variação homóloga de -14,2% no 3º trimestre de 2011 para -23,8% no trimestre seguinte. A variação trimestral do índice de novas encomendas na construção situou-se em -18,4%, enquanto a variação média em 2011 foi -17,7%.

Esta diminuição foi determinada sobretudo pelo comportamento do segmento de Construção de Edifícios, que passou de uma variação de -14,2% no 3º trimestre de 2011 para -23,8% no trimestre seguinte. O segmento de Obras de Engenharia registou uma taxa de variação homóloga de -20,5% no 4º trimestre de 2011 (-27,5% no trimestre anterior).

Toda a informação em www.ine.pt

Dívida grega afeta resultados das seguradoras


Metade das imparidades registadas no mercado português de seguros, está relacionada com a depreciação dos títulos de dívida pública grega, revelou a Associação Portuguesa de Seguradores (APS).

O total de imparidades em 2011 atingiu 528 milhões de euros. Nas contas apurados não foram incluídas as imparidades relacionadas com a dívida pública portuguesa, sendo que a indústria detinha, no final do ano, cerca de 5,5 mil milhões de euros nestes ativos (contra 6 mil milhões de euros em 2010). Este volume equivale a 10% da carteira total de investimentos no setor, que ascendia, em dezembro, a 55,3 mil milhões de euros, menos 10% em termos homólogos, avançou Seixas Vale, o presidente da APS, citado pela Lusa.

"A dívida pública portuguesa hoje em dia tem um risco considerável", disse o presidente da APS, considerando que as políticas de investimento dos operadores de seguros, tipicamente defensivas, ajudam a explicar "a exposição coletiva baixa".

A par da forte posição em dívida pública nacional, a indústria tem ainda 7,5 mil milhões de euros de dívida de entidades privadas portuguesas.

O segmento das obrigações é o que tem mais peso na carteira global do setor, 71%; seguido dos depósitos da banca, 10,7%; das unidades de participação em fundos de investimento e outros veículos, 8,6%; dos produtos estruturados, 4,7%; das ações, 2,5%; e dos imóveis, que representam 2% da carteira.

Seixas Vale disse que a desvalorização da carteira de investimentos do setor teve reflexos sobre os capitais próprios, que sofreram uma redução de 400 milhões de euros e se situavam no final de 2011, nos 3,5 mil milhões de euros.

A APS revela que o setor segurador nacional, extrapolando depois para a totalidade do mercado, fechou 2011 com lucros combinados de 43 milhões de euros, dez vezes menos que o valor apurado no ano anterior. Cerca de 80% dos operadores obtiveram resultados positivos em 2011.

Expectativa para 2012

O ano de 2012 "não vai ser muito diferente do de 2011. Vai ser igual ou pior", afirmou Seixas Vale, o presidente da APS. Frisou a difícil conjuntura do país. Mesmo assim, a indústria tem mantido o emprego num nível "estável".

Solvência

A margem de solvência do setor segurador português situava-se, no final do ano passado, nos 181%. Este indicador é relevante ao nível da confiança dos investidores e dos clientes desta indústria. Os lucros caíram para 43 milhões de euros.
 
INFO: www.oje.pt

Governo paga em abril parte da dívida à saúde

 O Governo irá liquidar parte dos três mil milhões de euros de dívidas à indústria farmacêutica e ao setor da saúde em abril. A afirmação é do ministro da tutela, Paulo Macedo, feita durante uma conferência do International Club of Portugal.

Paulo Macedo afirmou que a dívida ao setor está a crescer a um ritmo alucinante de 800 milhões por ano e adiantou que, a par do objetivo de liquidar o que o Estado deve, "temos de conseguir assegurar que as dívidas não vão repetir-se". Adiantou que o setor da indústria farmacêutica tem de mudar as regras a nível comercial e sublinhou que não deveriam acontecer vendas agressivas.

Assumindo-se como um defensor do SNS, dado ser a única forma de assegurar a universalidade dos cuidados de saúde, e tendo diferenciado SNS de seguros de saúde, disse que a despesa total da saúde atinge os 10% a 10,5% do PIB, o que está em linha com a despesa de outros países. No entanto, o envelhecimento da população traz associada mais despesa com patologias próprias. A despesa sobe ainda com a redução da natalidade, o que significa, a prazo, quebras nos contributos, a par do aumento das doenças civilizacionais. O grosso da despesa do SNS, cerca de 50%, é assumido pelos hospitais. Em valor, a despesa atinge os quatro mil milhões de euros. 

O maior problema, assumiu o ministro, é que "há um excesso de despesa face à receita. Uma das metodologias apontadas é o combate ao desperdício, e que um estudo recente indicia poder chegar aos 800 milhões de euros/ano. Por outro lado, o governante defendeu um melhor aproveitamento da capacidade hospitalar de Lisboa e Coimbra, a par da monitorização na prescrição de medicamentos.

Sobre a reforma dos cuidados hospitalares disse haver uma "clara duplicação" em Lisboa e sublinhou que estão a ser criadas condições para que 99,9% dos utentes tenham acesso às urgências num período inferior a 60 minutos.
 
ConvençõesAs convenções estão congeladas há vários anos e Paulo Macedo anunciou que, durante 2012, serão revistas para acautelar os casos de transações de direitos e as questões das tabelas distintas, entre outras situações que vão ser regularizadas.

MedicamentosNa política do medicamento, Paulo Macedo, ministro da Saúde, anunciou no encontro do International Club of Portugal, a intenção do Serviço Nacional de Saúde poupar 100 milhões de euros em 2012, a que soma as poupanças a nível de desperdícios.

INFO: www.oje.pt

Portugal fechou 2011 com o PIB a cair 1,5%


A economia contraiu 1,5% no ano passado, de acordo com a estimativa rápida das contas nacionais, divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Esta quebra revela que, mesmo assim, ficou ligeiramente melhor do que as expectativas, e que eram de 1,6% negativos, de acordo com a previsão do Banco de Portugal.

O país entrou num milénio difícil e a atual crise arrisca ser a mais difícil deste século, tendo em conta que, se em 2009, o PIB contraiu 2,9%, as previsões do Governo e do BdP antecipam uma quebra do Produto da ordem dos 3% a 3,1%. Este é um valor que só encontra paralelo em 1975, depois da Revolução, com uma contração da economia da ordem dos 4,5%.

O país está há quatro trimestres consecutivos com a economia a abrandar. Os dados do INE, citados pela Lusa, mostram uma clara tendência de degradação da economia no final de 2011. Em cadeia, o PIB caiu 1,3% no último trimestre de 2011 e, em termos homólogos, a contração foi de 2,7%. O INE avança que esta situação "traduziu um significativo agravamento do contributo negativo da procura interna, associado particularmente às diminuições mais expressivas do investimento e das despesas de consumo final das famílias".

Por outro lado, a "acentuada diminuição" das importações permitiu um "contributo positivo" do comércio internacional. As exportações continuaram a crescer a bom ritmo no último trimestre de 2011, mas revelaram uma tendência de desaceleração.

Num comentário citado pela Lusa, o economista-chefe do Montepio, Rui Bernardes Serra, afirma que há sinais de que a economia portuguesa "está a responder melhor à crise do que o esperado", tendo em conta que, no último trimestre do ano, o Governo recorreu a "medidas extraordinárias de consolidação orçamental", com efeitos recessivos, mas que não se repercutiram na redução do PIB acima do esperado.

Semestre recessivo
O primeiro semestre de 2012 deverá manter a tendência dos dois semestres anteriores, com a economia a contrair fortemente. Os analistas estão convencidos de que, pelo menos, atingir-se-ão os seis semestres consecutivos de recessão.

O pior desde os anos 40
Entre 2003 e 2013, Portugal deverá registar quatro anos de recessão, o que constitui o pior desempenho da economia nacional desde, pelo menos, os anos 40. O ano de 1975 foi o pior, com o PIB a cair 4,5%, e em 1993 a contração chegou aos 2%.


INFO: www.oje.pt

Inapa investe forte em França


A Inapa acaba de anunciar a aquisição, por 2,475 milhões de euros, da fabricante de embalagens Semaq, no âmbito da sua estratégia de desenvolvimento de negócios complementares ao papel, duplicando as vendas em França.

Segundo noticiou a Lusa, antes desta aquisição, os negócios complementares representavam 13% dos resultados operacionais (EBIT) do grupo. "Esta aquisição constitui mais um passo na consecução dos objetivos estratégicos definidos para este triénio", sustenta o presidente do conselho de administração, José Félix Morgado. Acrescentando ainda que "a Semaq - com forte implantação no sul e oeste de França - vem consolidar a grande aposta em mercados com perspetivas de crescimento económico e, simultaneamente, em negócios com potencial de desenvolvimento a curto e médio prazo, como é o caso da embalagem em França". Quanto ao mercado francês em concreto, o responsável considera que permitirá "alargar a cobertura nacional, diversificar a carteira de produtos e entrar em novos segmentos de clientes".

Com sede em Bordéus e delegações em Paris, Lyon, Bézier e Ploermel, a Semaq faturou 10,9 milhões de euros em 2011 e obteve um EBIT de 400 mil euros.

A empresa centra a sua atividade nas indústrias agro-alimentar, química e vinícola, colocando no mercado produtos para a embalagem e transporte de líquidos, desde recipientes de plástico e metal a caixas de cartão e paletes de plástico para armazenagem e transporte.

INFO: www.oje.pt

Parlamento Grego aprova plano de austeridade

 A Grécia aprovou, cinquenta minutos após a hora prevista do início da votação, o memorando de entendimento com a Troika, que define um novo pacote de austeridade, condição para Atenas receber o segundo resgate, que livra o país da bancarrota.

Os deputados do Parlamento grego votaram às 22h50 de Lisboa (00h50 de segunda-feira, em Atenas) o novo plano de austeridade que a Troika - composta pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), da União Europeia (UE) e do Banco Central Europeu (BCE) - exige como condição para o país receber um segundo pacote de resgate, de 130 mil milhões de euros, sem o qual irá à bancarrota.

O país necessita de financiamento até 20 de março, quando tem de reembolsar 14,5 mil milhões de euros aos credores de dívida pública.

O documento inclui um novo calendário de privatizações e planos de reformas estruturais ao nível fiscal e no sistema de justiça e define a meta de um défice orçamental primário inferior a 2,06 mil milhões de euros em 2012, para chegar ao final de 2013 com um excedente primário de, pelo menos, 3,6 mil milhões de euros, que deverá subir para 9,5 mil milhões de euros, em 2014.

O pacote de austeridade prevê, entre outras medidas, colocar 15 mil funcionários públicos numa reserva de trabalho, pagos a 60% do salário-base, antes de serem demitidos depois de um ano ou dois.

Prevê ainda o corte de 22% do salário mínimo e diminuir as pensões e pensões complementares de maior valor de forma a poupar 300 milhões de euros, para além de outras medidas.


INFO: www.oje.pt / Lusa

EXPONOR dá expressividade à produção made in Portugal

 EXPORT HOME e INTERDECORAÇÃO estreiam novo formato de feiras,
a partir da próxima semana, de quarta-feira a domingo
  
·        250 empresas portuguesas aptas a agarrar oportunidades do mercado global do mobiliário e da decoração, numa edição que estima receber 24.000 visitas. Mais de mil são compradores internacionais.

Uma coleção inovadora de cadeiras amigas do ambiente, forradas com tecido de cortiça; uma empresa que desenha secretárias para a presidência de Angola; uma linha de tapetes assinada por Siza Vieira; e um expositor que inova na área do brinde, ao adaptar as suas carteiras (torna-las mais pequenas…) a um novo contexto social, o cartão único – são apenas alguns exemplos de empresas produtoras portuguesas (Fenabel, Cormar, Ferreira de Sá e J.M Inácio) que estão aptas a agarrar as oportunidades do mercado global do mobiliário e da decoração.

A partir da próxima semana, de quarta-feira a domingo, a EXPONOR acolhe, pela primeira vez, no mesmo espaço e tempo, o melhor do mobiliário e da decoração, com a realização da EXPORT HOME – Mobiliário, Iluminação, Têxteis-lar e Artigos de Casa para a Exportação e da INTERDECORAÇÃO – Casa, Hotelaria, Decoração e Brinde, numa edição que conta com a participação de 250 empresas e estima receber 24.000 visitas, sendo que mais de mil serão compradores internacionais.

Mobiliário cresce nas exportações nacionais
Numa conjuntura económica interna particularmente difícil, as empresas portuguesas do sector encontraram no mercado internacional uma forma de responder aos novos desafios, contribuindo desse modo de forma positiva para o equilíbrio das contas externas e seguindo as diretivas do atual Governo. 

A internacionalização é encarada por muitas empresas portuguesas, como fator determinante para seu sucesso. Na EXPORT HOME e na INTERDECORAÇÃO «abundam os casos de empresas cujas cifras dos valores das exportações atingem os 80%», refere Amélia Monteiro, diretora das feiras de decoração e mobiliário. 

A Gualtorres (fabrico de mobiliário), que iniciou o processo de internacionalização há quatro anos, é um desses exemplos, colocando no mercado externo oitenta por cento do que fabrica. No caso da Douroestofo, empresa vocacionada para o fabrico de estofos, o mercado europeu absorve 75% do que produz e, no último ano, já atingiu 10% das vendas para o continente americano. 

A Anaric, que se dedica ao fabrico de sofás, consegue colocar lá fora mais de metade da sua produção. Já Damaceno e Antunes e a Henriques e Rodrigues, que atuam no segmento dos têxteis-lar, exportam para vários países, desde a Europa à Ásia, diversificando os mercados. 

Na área dos artigos de decoração e do brinde também há exemplos de expositores darem cartas lá fora: a Castelbel, que coloca os seus sabonetes artesanais em grandes cadeias internacionais, como é o caso do Harrods (EUA); a Green Apple – uma empresa com capitais 100% portugueses, que optou pelo nome em inglês para servir a sua vocação exportadora; e, por último, a J.M Inácio, que cria e adapta as suas coleções aos gostos e preferências dos diferentes mercados onde opera. 

São casos e números que asseveram os últimos dados editados num estudo da AEP (Associação Empresarial de Portugal), subordinado ao sector do mobiliário, que apontam para «um acréscimo do peso das exportações do sector nas exportações nacionais (passou de 0,8% em 2007 para 1,1% em 2010)», acrescentando ainda que a evolução positiva das vendas ao exterior nos últimos anos não estará dissociada do «desenvolvimento tecnológico e da flexibilidade na produção, que têm permitido desenvolver uma capacidade de apresentar novos produtos e estilos, a par de uma grande diversidade de produtos» (leia estudo na íntegra em www.exporthome.exponor.pt).

Design na fila da frente
A par com a internacionalização, o design constitui fator diferenciador de muitas empresas nos mercados. Ao longo das várias edições, a organização das feiras de mobiliário e decoração tem incentivado atividades paralelas que dão expressão ao design português. A atribuição do Prémio Design EXPORT HOME, numa iniciativa da AEParedes (Associação Empresarial de Paredes), e a exposição “O Design por Arquitectos”, sob a chancela da Ordem dos Arquitectos do Porto, que visam valorizar a importância do design enquanto fator decisivo de competitividade e de sucesso. 

Comissariada pelo arquiteto Roberto Cremascoli, a exposição integra mais de 120 peças de mobiliário, iluminação, acessórios de casa de banho e objetos de decoração. A maioria (perto de 60) são peças do arquiteto Siza Vieira, mas também há trabalhos assinados por Adalberto Dias, José Carvalho, Paula Santos, Bárbara Rangel, José Brandão, André Campos, Souto de Moura, Pedro Mendes, Nuno Brandão Costa, Pedro Ramalho, Araújo Silva, António Marques, João Carreira, Alcino Soutinho, Rui Grazina e Fernando Távora. «A mostra revela um trajeto geracional, da cidade dos Pritzer, que começa em Távora, passa por Siza e Souto Moura e inclui ainda algumas peças da nova geração», adianta Cremascoli.
Informações Úteis:
24.ª edição da EXPORT HOME - Mobiliário, Iluminação e Artigos de Casa para Exportação
14.ª edição da INTERDECORAÇÃO - Casa, Hotelaria, Decoração e Brinde
Data: De 15 a 19 e Fevereiro 2012
Horário: 10 - 20 horas
Local e organização: EXPONOR – Feira Internacional do Porto

Taxa de variação homóloga do IPC situou-se em 3,5%

Em janeiro de 2012, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) registou uma variação homóloga de 3,5%, 0,1 p.p. inferior à verificada em dezembro de 2011. Excluindo do IPC a energia e os bens alimentares não transformados, a taxa de variação homóloga foi 2,1%, menos 0,2 p.p. que a observada no mês anterior para o mesmo agregado.

O IPC apresentou uma variação mensal de 0,5% (0,0% em dezembro de 2011 e 0,6% em janeiro de 2011). A variação média dos últimos doze meses situou-se em 3,6% (3,7% em dezembro de 2011).

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português registou uma taxa de variação homóloga de 3,4%, 0,1 p.p. inferior ao valor de dezembro de 2011 e 0,7 p.p. superior à estimada pelo Eurostat para a área do Euro. A taxa de variação mensal do IHPC situou-se em 0,3% e a taxa de variação média dos últimos doze meses diminuiu 0,1 p.p., para 3,5%. Toda a informação em www.ine.pt

LNEG quer ver Portugal a reduzir dependência do petróleo


Protocolo de cooperação para o desenvolvimento do projecto já foi assinado com a BLC 3

LNEG quer ver Portugal a reduzir dependência do petróleo através do projecto BioREFINA-Ter

O Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG) acaba de celebrar com a BLC 3 – Plataforma para o Desenvolvimento da Região Interior Centro um protocolo de cooperação para apoiar o processo de desenvolvimento daquele que é considerado o maior projecto nacional na área dos biocombustíveis de segunda e terceira geração – o BioREFINA-Ter – e que está concebido para transformar a vegetação espontânea da floresta em biocombustíveis substitutos do gasóleo e da gasolina, sem entrar em competição com o sector alimentar.

No protocolo e entre outros considerandos, o LNEG justifica o seu envolvimento no projecto com a argumentação de que “Portugal não apresenta avanços tecnológicos significativos no aproveitamento da biomassa lenho-celulósica, quando comparado com as outras energias renováveis e com outros países desenvolvidos”, sublinhando ainda que está em causa um recurso que “é uma opção chave para a energia mecânica”, sobretudo no sector dos transportes.

Nos termos daquele protocolo, a instituição de I&D do Ministério da Economia, que recentemente passou a deter a coordenação nacional de todo o processo da verificação de sustentabilidade na produção de biocombustíveis, considera a sua cooperação com o BioREFINA-Ter como uma “demonstração do interesse inequívoco do LNEG em desenvolver este projecto de interesse nacional e de extrema importância para o desenvolvimento da região interior e da economia portuguesa, e a valorização territorial e urbana”.

Para o LNEG, que classifica o BioREFINA-Ter como “pioneiro a nível internacional”, um outro aspecto importantes do projecto reside no facto de a floresta e a vegetação espontânea serem a principal fonte de biomassa lenho-celulósica em Portugal, podendo representar dois terços da área total do país. “É extremamente importante optimizar multidisciplinarmente (nas vertentes ambiental, energética, económica e social) a utilização destes recursos e ter em consideração a questão e problemática dos incêndios”.

Com este protocolo, realizado com uma entidade científica e tecnológica de excelência, a BLC 3 fica agora com o compromisso de instalar um Centro de Desenvolvimento Tecnológico no “cluster” das biorrefinarias e bioprodutos, recursos lenho-celulósicos e tecnologias avançadas, que tenha ligações às Universidades, entidades científicas e tecnológicas nacionais e estrangeiras e, ainda, ao Instituto Politécnico de Coimbra, através da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital.

Numa primeira fase e pretendendo colocar Portugal na vanguarda da tecnologia e da independência do petróleo, o projecto-piloto abrangerá os concelhos de Oliveira do Hospital, Tábua, Arganil e Góis, através da construção de uma biorrefinaria de demonstração industrial com capacidade para produzir anualmente cerca de 25 milhões de litros de biocombustíveis lenho-celulósicos com base em vegetação espontânea e que não entram em competição nem com as culturas alimentares nem com a floresta.

Certiel oferece unidades de microprodução a 30 IPSS


Oferta permitirá às instituições de solidariedade receber mensalmente o valor da energia vendida à rede

A CERTIEL – Associação Certificadora de Instalações Elétricas vai oferecer unidades de microprodução a 30  Instituições Particulares de Solidariedade Social  (IPSS), no âmbito da campanha de sensibilização “Usar bem a energia é um dever de cidadania”. Esta oferta permitirá às instituições de solidariedade social beneficiar do pagamento mensal do valor de energia vendida à rede.

Carlos Ferreira Botelho, diretor-geral da CERTIEL, considera que «estas são instituições de solidariedade que se debatem muitas vezes com gravíssimas situações financeiras, e quisemos por isso fazer uma oferta que trouxesse benefícios não só hoje, mas ao longo do tempo». A oferta contempla IPSS dos diversos distritos de Portugal continental.

As unidades de microprodução permitirão às IPSS serem produtores de energia elétrica. A energia produzida pelos painéis solares fotovoltaicos, que convertem a energia da luz do sol em energia elétrica, será toda vendida à rede, que pagará mensalmente o valor dessa eletricidade às IPSS. «Desta forma também estas IPSS contribuirão para a sustentabilidade e eficiência energética do País, no que toca à importação de eletricidade e à dependência externa, ao mesmo tempo que evitam a libertação de toneladas de CO2 para a atmosfera», explica Carlos Botelho.

Para o apuramento das instituições a CERTIEL contou com a colaboração da associação ENTRAJUDA, que selecionou, com base num conjunto de critérios de ordem técnica, as IPSS contempladas com as unidades de microprodução. Para a seleção da entidade instaladora a CERTIEL lançou um concurso, sendo que a selecionada foi a Enforce – Engenharia da Energia S.A., sedeada na Covilhã.

Esta ação insere-se no âmbito da campanha de sensibilização “Usar bem a energia é um dever de cidadania”, dinamizada pela CERTIEL para alertar para a importância da segurança e da eficiência energética nas instalações elétricas das habitações portuguesas. O website da iniciativa, http://www.certiel.pt/usarbemaenergia/ disponibiliza toda a informação sobre a segurança e eficiência elétricas, e um filme que apresenta, de uma forma prática, alguns exemplos de mau uso da energia e situações de insegurança. Todas as novidades são actualizadas na página de Facebook da campanha “Usar bem a energia é um dever de cidadania”.

Dívida pública supera 110% do PIB e cresce

 A dívida pública portuguesa em percentagem do Produto Interno Bruto atingiu os 110,1% no final do terceiro trimestre, um nível que está dentro do cenário FMI. Este crescimento do endividamento era esperado, tendo em conta o processo de ajustamento das contas públicas e volume de ajuda financeira externa.

No cenário base do FMI, a dívida pública portuguesa em face do PIB vai chegar próximo dos 120% a meio deste ano, e iniciará um curso descendente lento no início de 2013.

Ainda no cenário base do FMI para a evolução da dívida pública de Portugal em percentagem do PIB, registar-se-á uma queda acentuada entre 2019 e 2020, regressando ao nível dos 100%, continuando depois uma trajetória descendente. Por volta do ano de 2030, a dívida estará próximo dos 70%.

Para já, Portugal está com um nível de endividamento que é apenas superado na UE pela Grécia, com 159,1%, e pela Itália, com 119,6%, enquanto a Irlanda registou, no final do terceiro trimestre, e de acordo com o Eurostat, um nível de endividamento de 104.9%. O objetivo central é registar um nível de endividamento público não superior a 60% do PIB. Entre os segundo e terceiro trimestres, Portugal registou um agravamento de 3,6 pontos percentuais, fruto no programa de ajuda externa. O cenário base do FMI é mais conservador do que o valor inscrito pelo Governo no OE, que anuncia uma subida do endividamento versus PIB de 110,5%. Recorde-se que a dívida pública média nos 17 países da Zona Euro está nos 87,4% e melhora no conjunto dos 27 da UE, para os 82,2%.

Ainda em Portugal, o Governo deverá fechar 2011 com um défice da Administração Pública em percentagem do PIB da ordem dos 4%, graças às transferências dos fundos de pensões dos bancos para a Segurança Social, quando a expectativa do Governo se situava nos 5,9%. Entretanto, no subsector Estado, as receitas fiscais cresceram 6%, contra um objetivo de 5,8%.

Défice externo
O Banco de Portugal prevê uma redução do défice externo para 1,6% do PIB até final de 2012, quando, no terceiro trimestre de 2011, o défice externo se situava nos 6,9%. O setor bancário tem um dado um contributo relevante nesta redução.

Despesa
Dentro do sub-setor Estado, a despesa total em Portugal caiu 3,6%, quando a previsão de queda do executivo não ia além dos 1,9%. Tendo em conta que a receita superou ligeiramente o objetivo, regista-se uma nítida consolidação orçamental.

INFO: www.oje.pt

Timor-Leste quer explorar cooperação com empresa que criou computador Magalhães

 O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, disse hoje que vai "explorar ideias de verdadeira cooperação" com a JP Sá Couto, empresa portuguesa responsável pela criação do computador Magalhães.

José Ramos-Horta falava à agência Lusa no final de um encontro com uma delegação da JP Sá Couto, liderada por João Paulo Sá Couto.

"Com a vinda do Dr. Sá Couto e do resto da delegação, vamos explorar ideias de verdadeira cooperação com o setor empresarial português nesta área, que faz imensa falta a Timor-Leste", afirmou o chefe de Estado timorense.

Segundo José Ramos-Horta, a "JP Sá Couto pode dar um grande impulso ao sonho" de informatizar Timor, dando a cada criança e jovem timorense um computador.

"Creio que [Timor-Leste] pode finalmente deixar de ser um país recipiente de ajuda portuguesa para investir em forte parcerias em alguns setores e este setor creio que tem pernas para andar. Eu vou pegar neste projeto pessoalmente para que se realize o mais cedo possível", salientou.

O Presidente timorense recebeu da JP Sá Couto 200 computadores Magalhães, que tem distribuído a instituições timorenses.

João Paulo Sá Couto, que visita Timor-Leste a convite de Ramos-Horta, explicou que a Ásia é um mercado que ainda não está explorado, mas que, se o projeto for para a frente, ficará muito satisfeito.

Segundo acrescentou, Timor-Leste poderia também ser uma "boa montra" para a empresa entrar no mercado asiático.


INFO: www.oje.pt / Lusa

Projecto de biocombustíveis da BLC 3 vai ser apresentado na Enervida 2012

 
O maior projecto que está a ser desenvolvido em Portugal na área dos biocombustíveis de 2ª e 3ª geração pela BLC 3 Plataforma para o Desenvolvimento da Região Interior Centro, vai ser apresentado, dia 12 de Fevereiro, às 15h00, na Enervida12, em Viseu.

O BioREFINA-TER, um projecto inovador de transformação da vegetação espontânea da floresta em biocombustíveis lenho-celulósicos substitutos do gasóleo e da gasolina, tem uma pré-candidatura aos fundos da União Europeia, no valor de 118 milhões de euros, tendo sido considerada por Bruxelas como “relevante.

O projecto que é considerado como altamente estratégico para alavancar em Portugal uma das mais promissoras indústrias da primeira metade do século XXI a bioenergia - já conseguiu atrair uma rede de conhecimento que engloba 29 entidades de I&D de três países europeus, empresas de renome internacional e várias universidades portuguesas e estrangeiras.

Numa primeira fase, o BioREFINA-TER, que no ano passado foi financiado

pelo Fundo Florestal Permanente em 500 mil euros, abrangerá os concelhos de Oliveira do Hospital, Tábua, Arganil e is, através da construção de uma biorrefinaria de demonstração industrial com capacidade para produzir cerca de
25 milhões de litros de biocombustíveis de segunda geração com base em vegetação espontânea. Isto permitirá colocar Portugal na vanguarda da tecnologia e da independência do petróleo.

Quando o conceito tecnológico estiver provado e a logística operacionalizada, o BioREFINA-TER tem a pretensão de alavancar a indústria nacional de bioenergia, replicando o modelo em todo o país, por via da construção de uma

biorrefinaria que, segundo o conceito que está a ser patenteado internacionalmente, poderá representar, pelo menos, uma poupança anual de
1,5 mil milhões de euros nas importações de petróleo.


No final de 2011, o BioREFINA-TER registou um grande avanço científico ao conseguir produzir pela primeira vez no mundo o primeiro bio-crude feito através da giesta, que está agora em processo de refinação como substituto do gasóleo e da gasolina.

É neste contexto que o projecto, que poderá transformar o paradigma de desenvolvimento do interior do país, vai agora ser apresentado em mais um grande evento ligado às questões energéticas.

A Enervida 2012, organizada pela AIRV Associação Empresarial da Região de Viseu, vai decorrer, entre 9 e 12 de Fevereiro, no pavilo multiusos, epretende ser um ponto de encontro entre vários actores do sector - empresários , investigadores, especialistas, decisores políticos, investidores, cnicos e particulares e, tamm, um rum de debate sobre as questões fundamentais relacionadas com o panorama energético nacional e internacional.